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13 de fev. de 2008

Pedro e o Lobo [A Barraca]

Encenação SANDRA FALEIRO
Concepção plástica ANA TERESA CASTELO | Música PROKOFIEV e SÉRGIO DELGADO | luz PAULO OLIVEIRA
interpretação CATARINA MASCARENHAS, CÉSAR RIBEIRO, RICARDO NEVES NEVES | Produção PRIMEIROS SINTOMAS (Para reservas telefonar 96 160 51 56)
Fui ver a estreia desta produção e saí encantado. Um adulto ir ver uma peça infantil, sem acompanhar uma criança, é sempre um risco. Mas quando a encenação está bem pensada, agradando a pequenos e graúdos, pode ser uma experiência verdadeiramente rejuvenescedora. apelando à criança dentro de nós. É o caso desta produção de «Pedro e o Lobo». O elenco está fantástico. Fazendo uso do movimento, de efeitos simples mas mágicos, tendo como pano de fundo a música encantadora de Prokofiev, e acompanhado pelos risos e encantamento das crianças na plateia, senti-me também como uma criança a ouvir a história pela primeira vez.

4 de dez. de 2007

E Agora Baixou o Sol

texto Miguel Castro Caldas
encenação Bruno Bravo
Com Anabela Brígida, Bruno Simões, Raquel Dias, Ricardo Neves Neves e Tiago Viegas
co-produção Primeiros Sintomas e Teatro Maria Matos

E Agora Baixou o Sol retrata o quotidiano de uma família constituída por duas mães, dois pais e um filho e a forma como lidam com o desaparecimento do avô simbolizado por uma montanha. Esta peça estabelece os contrastes entre o mundo rural e o mundo urbano e aborda as várias fases de crescimento do filho e as questões que ele vai colocando em relação ao avô e ao mundo que o rodeia.

Se tu és uma criança e eu sou um adulto ouve: então existe entre nós uma diferença fundamental. Eu sou mais alto. Se eu agora fosse do teu tamanho não conseguia chegar aos pedais porque a minha bicicleta entretanto ficou com umas rodas desmedidas, andam sempre devagar. Tu, se fosses do meu tamanho, ias pensar que estavas à janela de uma torre de uma qualquer Beja. As minhas mãos, por exemplo, posso abarcar a tua cara toda só com uma mão aberta. Portanto ficamos assim, eu com as minhas mãos a olhar para baixo e tu com a tua cara toda a olhar para cima. Mas se esticarmos os braços ainda conseguimos dar um bacalhau. Talvez um dia te lembres de tudo, vá-se lá saber.

2 de dez. de 2007

Foder e ir às Compras [Teatro da Politécnica]

Texto de Mark Ravenhill | Tradução de Ana Bigotte Vieira
Encenação de Gonçalo Amorim
Com Carla Maciel, Carloto Cotta, Pedro Gil, Pedro Carmo e Romeu Costa.
Espaço Cénico Rita Abreu | Adereços e Figurinos Ana Limpinho e Maria João Castelo
Sonoplastia Sérgio Milhano | Desenho de Luz José Manuel Rodrigues
Assistência de produção Andreia Carneiro | Direcção de Produção Mafalda Gouveia
Uma co-produção Primeiros Sintomas / CCB
(Mais Informações e fotos)


Teatro «na tua cara» (in your face) - sexo, violência, e esparguete atirado pela ar. A vida humana reduzida (ou simplificada) aos seus elementos darwinianos: sobrevivência e reprodução, que na nossa sociedade consumista, estranhamente, se traduz por dinheiro e sexo. Robbie (Pedro Carmo) procura sexo, mas sem a interferência de relações pessoais, que se podem tornar numa dependência tão potente como uma droga. Gary (Carlotto Cotta), um prostituto adolescente, procura um pai, mas que o domine e viole. Lulu (Carla Maciel), uma atriz instintiva, vende prazer fácil, sejam drogas ou sexo telefónico. Mas Robbie (Romeu Costa) ao deixar-se levar pela atração física e sentimentos de generosidade, exaltados por extasy, oferece todas as pastilhas que deveria ter vendido. Brian (Pedro Gil), que emprega Lulu para vender drogas, surge como o personagem mais ajustado ao código amoral do consumismo, e lembra o sádico deo filme Naked (de Mike Leigh).

Sobre a encenação por Gonçalo Amorim.

Sexo torna-se uma maneira de arranjar dinheiro, A produção impressiona pelo